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2) Educação não e mercadoria
No mês de agosto de 2007 recomeçamos mais um
semestre letivo e junto com ele renovam-se as esperanças, o desejo de
que nossos sonhos se realizem e a certeza de que a luta agora requer
muito movimento para que tenhamos uma perspectiva cada vez melhor.
Refletindo sobre o primeiro semestre do ano
de 2007 podemos vibrar as vitórias que garantiram para nós,
trabalhadores em educação, um quadro mais promissor com relação ao que
nos é tão caro: a Educação.
Porém, queremos mais, muito mais.
É tempo de intensificarmos os debates acerca
de nossas relações de trabalho, nossa formação, nossos estudantes e os
rumos da nossa categoria.
O patronal precisa sentir a nossa seriedade,
garra e dignidade para empreendermos políticas mais sérias para a nossa
profissão e todas as regulamentações cada vez mais necessárias no setor
privado.
Fiscalizar e envolver-se de forma comprometida é o esperamos de todos os
integrantes da categoria neste segundo semestre de 2007 quando devem ser
iniciadas as negociações para a formação da Convenção Coletiva de
2008.
Você deve ter percebido que o Sinpro
Interior, está cada vez mais procurando chegar de forma mais efetiva
próxima a sua base, junto aos seus representados professores e
auxiliares em Educação e Ensino.
Para o ano de 2008 o Sinpro
Interior vai adotar como tema o slogan “Educação não é mercadoria”.
Este slogan vai ser a bandeira da maioria dos sinpros em todo o país.
Queremos que as entidades patronais
existentes na base territorial do Sinpro Interior vejam em seus
professores e auxiliares em educação e ensino, os profissionais
que devem ser cada vez mais valorizados tendo oportunidades de
capacitação, reconhecimento que o lazer é necessário e principalmente
todos são merecedores não só de salário justo, mas de condições dignas
de trabalho.Somente assim será possível a construção da excelência de
ensino em uma instituição de educação.
Reconhecemos que dentro do “capetalismo”
que vivemos em nosso país, não haverá investimento dos empresários em
educação se não houver retorno do capital investido.Também não agimos
como alguns sindicatos hipócritas de escolas particulares que defendem o
fim do ensino privado e exigem o ensino público em todos os níveis e
graus, até porque sabem que tal medida nunca será tomada.
O que queremos é uma maior contrapartida na
“mais valia” dentro da relação patrão-empregado, mais integração entre
escolas, docentes, pais e alunos, fazendo com que a educação deixe de
ser vista como mercadoria, mas como um investimento no futuro do nosso
país e os professores e auxiliares em educação e ensino como os
principais agentes desta modernização na forma de encararmos a educação
no Brasil.
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